terça-feira, 1 de setembro de 2009

Evolução de paradigmas

PARADIGMA DO GREGO PARÁDEIGMA É LITERALMENTE
UM MODELO, A REPRESENTAÇÃO DE UM PADRÃO A SER SEGUIDO.
FILOSOFICAMENTE É UMA TEORIA.

Fritjof Capra, no seu livro “O Ponto de Mutação” (1995), divide a ciência moderna em dois grandes paradigmas: o mecanicista e o sistêmico.O paradigma mecanicista agrupa todos os paradigmas que aceitaram a visão de mundo de René Descartes, segundo a qual o mundo natural é uma máquina carente de espiritualidade, e, portanto, deve ser dominada pela inteligência humana e ser colocada a seu serviço.

Nessa visão, o mundo opera a partir de leis matemáticas, iguais a qualquer máquina, o que permitiria que, ao ser elas estabelecidas rigorosamente, o homem teria assim, uma copia fiel do mundo. Esta visão agrupa o positivismo e o neopositivismo e a dialética materialista.
O paradigma mecanicista privilegia a individualidade, a luta, a competição.

O paradigma sistêmico propõe que a inter-relação entre homem e natureza, não permitindo uma separação tão simples. O paradigma sistêmico de Capra admite interações complexas entre homem e natureza, onde a subjetividade humana é afetada pela força da natureza, onde o observador é tomado pela sua psique (natureza íntima) e levado a observar de maneira particular um mundo que, ao mesmo tempo, deve compartilhar com outros.
O paradigma holístico prefere o coletivo, o cooperativo, o complementar.

Paradigmas e Educação

Tendência tradicional - São conhecimento e valores sociais acumulados através dos tempos e repassados aos alunos como verdades absolutas.
Exposição e demonstração verbal da matéria e / ou por meios de modelos.
Autoridade do professor que exige atitude receptiva do aluno.
A aprendizagem é receptiva e mecânica, sem se considerar as características próprias de cada idade.

Tendência humanista - Considera o aluno como ser ativo no processo de aprendizagem. Valoriza a autonomia dos sujeitos e encara o educando como um ser integral.

Paradigma emergente em educação e o professor - O novo paradigma em educação abarcará uma revisão permanente da própria prática, coerentemente com um universo que também se revela em permanente transformação evolutiva.

O educador necessitará permanentemente aprofundar o nível de autoconhecimento, para que de forma global possa estar presente em sala de aula. Freud, Reich e Jung, dentre outros, já sinalizaram para a unidade ao revelar queo racional, sozinho, não só fica aquém da realidade como também deixa patente a fragmentação do ser humano.

Emoção e sala de aula

Os vínculos definem a qualidade da educação: o que gera os vínculos não é só o que você diz aos alunos, mas também o que eles vêem em você.
Pouco afeto: Muitos atritos e críticas.

Espanha – 80% professores estressados

Inglaterra – dificuldade de formar

professores, principalmente do

ensino fundamental e médio.

Brasil – 92% professores têm 3 ou mais sintomas de estresse e

41% com dez ou mais sintomas.

Demais países – situação igualmente crítica

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